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Para o dia nascer feliz


Pauta para o Tudo de Blog : O que salva seu dia?

Uma gargalhada pela manhã, me convidando para mergulhar no alvorecer sem temores. Um abraço verdadeiro, envolvendo meus sentidos, esquentando minha alma e eternizando um perfume.
Sinceridade e doçura salvam meu dia. Dão-me segurança e firmeza para ir além, não desistir e seguir lutando, com sorrisos e suor no rosto, certa de que conseguirei.
A Lua salva meu dia. Unida às estrelas, desponta lá em cima e sempre me faz sorrir, os olhos marejados de pequenas lágrimas doces.
Sentir a natureza na pele faz até o pior dos dias delicioso: deixar a brisa me acariciar, enquanto nuvens espalham-se pelo céu azulão desenham satisfação e alegria em meus lábios.
Um sonho bom também o faz: acordar com a sensação de máxima união com o surreal, plena por ter fabricado tão gostosa fantasia.
Ver uma criança sorrindo também é essencial para resgatar a felicidade escondida em nossas entranhas: a vida em seu inocente início faz reviver todos os pedaçinhos de doçura que perdemos por nossos caminhos, acalmando o coração.

Procuro tirar proveito de cada mínima coisa que passa por mim, cada sinal, cada canoa que a vida traz para me resgatar de um naufrágio. E dá certo.

Toque de Recolher

Recentemente, começou a se falar no fato de algumas cidades de São Paulo estarem proibindo adolescentes de ficar fora de casa depois de um determinado horário à noite. Fiquei meio chocada. Na verdade, achei um absurdo.

Adolescentes rebeldes do século XXI não têm mais respeito, têm drogas sempre à mão e perderam o medo de tudo. Não esperam a “calada da noite” para agir. Fazem tudo (ou quase) escancaradamente, bem defronte de nossos narizes, esbarrando e zombando de nossa polícia. Conflitos causados por esses jovens não têm hora marcada, não esperam dar meia noite para acabar com o encanto.

Mas é à noite que muitos jovens estudantes e vestibulandos - que dão o maior duro durante a semana no meio dos livros e ajudando os pais em casa – aproveitam para sair e dar uma aliviada na tensa rotina dessa idade. Não chegam perto de drogas, se bebem não dirigem, adoram dançar e jogar conversa fora, têm constituição familiar sólida, são felizes e realizados. Ficam barbarizados quando veem notícias sobre jovens de suas idades cometendo crimes bárbaros e participando ativamente dos tráficos.São esses jovens que serão injustiçados se essa medida for realmente aprovada.

É bastante fácil adotar uma medida radical, assim você (acha que) impede aquilo que teme. Talvez maior atenção na educação das crianças e na segurança das ruas durante a noite possa ajudar. Eu só temo pelo que nós, jovens estudantes que dão duro durante o dia, teremos que sacrificar desta vez.

Um dia sem camisa

O dia começaria comigo acordando só de cuequinha box, no máximo. Ia lavar o rosto, ignorar a barba que crescia, e fazer xixi de pé, tomando o maior cuidado para mirar certinho.

Já vai começar a folia do Carnaval, e tá o maior calor dos infernos. Coloco um chinelão gasto, um bermudão despreocupado e nenhuma camisa, nenhum sutiã rendado. Pulo atrás do trio elétrico, fico com umas trinta garotas, bebo todas sem me preocupar com classe, afinal, é Carnaval, e eu sou homem!

Em casa, tomaria um banho gelado e perfumado, saindo à rua novamente, para testar meu poder de sedução masculino. Andaria manso, e posaria com olhos de caçador esperto: aquele que chega devagar e d90249,1213823428,3omina todos os sentidos da caça.

Satisfeito depois desse dia turbilhante, dormiria semi-nu novamente e acordaria mulher, voltando à realidade cor-de-rosa.

Um banho quentinho, acompanhado de creme hidratante e depilação, seguido de perfume importado, lingerie fashion e o melhor e mais caro vestido do closet seria ótimo para começar o dia. Base, pó, blush, delineador, rímel, batom. Mais rímel, outro batom.

Adoro ser mulher, e acredito que, no dia-a-dia, milhares de coisas antes masculinas, hoje são “unissex”. Nós podemos conquistar o que quisermos.

Pauta para o Tudo de Blog - “O que ocê faria se fosse homem por um dia?”

Trote no cemitério


Ah, aqueles anos de estudo frenético e noites sem dormir enfim resultaram em uma mega recompensa: você entrou na faculdade. Que máximo! Vem um bando de veteranos fazer farra contigo, pintando-te inteiro, rasgando suas roupas, jogando farinha na sua chapinha e fazendo-te pedir esmola no farol. Até aí, tudo bem. Presenciamos diversas vezes cenas como essa no começo de ano.

Acho superbacana o pessoal fazer uma "recepção" que te faça sentir que já é parte daquele time e que, ano que vem, você estará aprontanto com uma outra galera. Eu adoro e acho que deve ser divertido. Taí, a ideia inicial do trote era divertir, tanto quem faz como quem recebe.

Como tudo anda mudando muito, o propósito do trote de faculdade também mudou. Hoje o calouro corre risco de morte.

Não era bem esse o objetivo, mas está tudo tão exagerado e sem sentido que o que era pra ser divertido pode acabar em maca, injeções e soro, muito soro. A felicidade de ter ingressado na universidade acabou, e você tem medo de entrar naquele lugar. Chega com a cabeça baixa e sai coma cara enfiada nos livros, morrendo de medo de olhar para os lados.
Pessouas lindas de minha vida, peço MIL PERDÕES por ter deixado o blog "abandonado" por tanto tempo. É que eu mudei de colégio e de grau (fui pro 1º E.M), e ainda estou em processo de adaptação, mas agradeço infinitamente por vocês nunca terem me abandonado.
Ah! Novidade bouuaa! Eu continuo na galera do Tudo de Blog 2009!! Valeeeu galere!!

Meu passado oculto

Eu confesso: tenho um passado que me condena, e, cá entre nós, MUITO.
Tenho uma vergonha absurda de contar isso a alguém, mas, já que eu me doo (nova regra ortográfica, lembra?) inteira para o Tudo de Blog, vou abrir o jogo:
Eu era apaixonada pela Kelly Key. (ok, podem me matar agora)
Cantava as músicas dela direto, dançava, queria ser igual a ela, admirava-a e tal ... Hoje eu me arrependo demais disso, mas me perdoo (again!), pois só tinha uns oito ou nove anos.
O que mais me surpreende hoje, não é a questão de ter sido fãzona dela, mas o fato de ela continuar cantando e fazendo sucesso, com suas letras vulgares, melosas e vozinha irritante.
E, o pior: joguei meu antigo CD dela por aí, e minha irmãzinha de oito anos o encontrou, e não para de ouvi-lo e de cantá-lo no chuveiro.
Ok, eu mereço. Concordo que é um castigo à altura.

P.S. Quem gosta de Kelly Key, por favor, NÃO ME LEVE A MAL, eu escrevi de acordo com a minha opinião e experiência de vida.

Piscadela vs. Dança da Garrafa

Pauta para o Tudo de Blog (Revista) – Quando a sensualidade vira vulgaridade?

Uma mulher sensual não se preocupa especialmente com saias curtas, marcas de biquíni e decotes que acabam no umbigo, nem em ficar rebolando na frente dos garotos para mostrar seu derrière “frutuoso”.

Para ser sensual, nós, mulheres, temos que nos descobrir a fundo, captar o que temos de melhor em nós mesmas e usar isso em nosso favor com sutileza e charme, e não com apelação total.

Troca de olhares, aquele sorriso que você sabe que é tiro-e-queda, e respeito a si mesma com certeza não falham. Para ser sensual, não basta ser mulher, tem que ser uma mulher que se respeita e não se mostra desesperada.

Há quem prefira ser usada e jogada fora, como algo “para matar a vontade”, mas há quem prefira ser valorizada e admirada pelo seu charme e poder de conquista.

Só depende de você escolher se quer ser comparada a uma fruta enorme ou a uma garota charmosa e sutil.

Presente de Natal



O melhor presente que eu poderia ganhar neste Natal é uma caixinha de risadas. Tem coisa melhor do que rir e se sentir livre, feliz, satisfeita com seu cabelo arrepiado, com suas unhas pequenas demais, com seus cílios nem tão curvados, com seu namorado nem tão bonitinho, com sua altura nada satisfatória ? Não tem. O riso é uma das maravilhas da vida humana (rir, amar, beijar e dançar, pra mim) e eu quero passar o Natal deste ano rindo muito.
Tomara que Papai Noel me atenda.

Pauta para o site - Tudo de Blog - Capricho

Mudanças e filhotinhos

O ano está acabando, mas ainda dá tempo de me conscientizar que não tenho mais 13 inocentes anos, entrando na oitava série e querendo abraçar o mundo com meus braçinhos curtos e cheios de garra. Que minhas amigas de tantos anos não ficarão mais tão próximas de mim, e que minha manhã não terá mais a presença tão constante delas.
Preciso me acostumar com essas idéias até o começo de 2009.
Preciso me ligar que agora sou uma menina de 14 anos, muuuito mudada, prestes a se formar no Primeiro Grau, prestes a mudar de colégio e de realidade. Mais madura, mais feliz com sua própria vida e satisfeita com o que é, pela primeira vez desde que se entende por gente.
Essa transição de 2008 para 2009 é histórica, tanto para mim como para o mundo, e eu estou curtindo demais tudo isso.
Aprendi uma porção de coisas - muitas mesmo, algumas que nem imaginava aprender -, mas para sentir que o ano está completo, preciso, além de me familiarizar com a idéia de que vou trocar de colégio, fazer um bocado de boas-ações para com os outros, distribuir sorrisos e "Felizes-Natais" por aí (nessa época mágica tudo fica mais fácil), escolher pra onde vou viajar no meu aniversário de 15 Anos e resolver se rola ou não um filhotinho (de cão!) para o Natal.

Texto para o Tudo de Blog - Capricho - Revista

"O perdão também cansa de perdoar"

Pauta para o Tudo de Blog - Revista - Perdoar tem limites?

Fui magoada e me ensinaram a perdoar. Eu perdoei. Quando viram que eu perdoava e era a bobinha da turma, não pararam mais de me magoar.
Aí eu parei. Parei de perdoar forçadamente, só porque eu achava que aquilo que era o certo. E o que faziam comigo? Era certo?
Aprendi que perdoar tem sim, limite. Não importa se é namorado, papai, mamãe, titia, irmão, amigo, avô, avó. Ninguém gosta de ser ferido. Ainda mais por vezes consecutivas.
Perdoar é diferente de desculpar. Perdoar é como se fosse tivesse esquecido aquilo para sempre. Desculpar é abaixar a cabeça e dizer que “tudo bem, não tem problema, não” e tudo parar por aí mesmo.
Eu decidi que não vou esquecer e fingir que nada aconteceu se algo realmente me machucou. Não sou capaz disso, e nem pretendo ser. Eu não sou um robô, não sou de ferro. Se alguém me provocou dor, eu vou ficar chateada, chorar e lembrar daquilo até uma dor maior a substituir.
Como disse Vinícius de Morais, “o perdão também cansa de perdoar.”

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