Recentemente, começou a se falar no fato de algumas cidades de São Paulo estarem proibindo adolescentes de ficar fora de casa depois de um determinado horário à noite. Fiquei meio chocada. Na verdade, achei um absurdo.
Adolescentes rebeldes do século XXI não têm mais respeito, têm drogas sempre à mão e perderam o medo de tudo. Não esperam a “calada da noite” para agir. Fazem tudo (ou quase) escancaradamente, bem defronte de nossos narizes, esbarrando e zombando de nossa polícia. Conflitos causados por esses jovens não têm hora marcada, não esperam dar meia noite para acabar com o encanto.
Mas é à noite que muitos jovens estudantes e vestibulandos - que dão o maior duro durante a semana no meio dos livros e ajudando os pais em casa – aproveitam para sair e dar uma aliviada na tensa rotina dessa idade. Não chegam perto de drogas, se bebem não dirigem, adoram dançar e jogar conversa fora, têm constituição familiar sólida, são felizes e realizados. Ficam barbarizados quando veem notícias sobre jovens de suas idades cometendo crimes bárbaros e participando ativamente dos tráficos.São esses jovens que serão injustiçados se essa medida for realmente aprovada.
É bastante fácil adotar uma medida radical, assim você (acha que) impede aquilo que teme. Talvez maior atenção na educação das crianças e na segurança das ruas durante a noite possa ajudar. Eu só temo pelo que nós, jovens estudantes que dão duro durante o dia, teremos que sacrificar desta vez.
O dia começaria comigo acordando só de cuequinha box, no máximo. Ia lavar o rosto, ignorar a barba que crescia, e fazer xixi de pé, tomando o maior cuidado para mirar certinho.
Já vai começar a folia do Carnaval, e tá o maior calor dos infernos. Coloco um chinelão gasto, um bermudão despreocupado e nenhuma camisa, nenhum sutiã rendado. Pulo atrás do trio elétrico, fico com umas trinta garotas, bebo todas sem me preocupar com classe, afinal, é Carnaval, e eu sou homem!
Em casa, tomaria um banho gelado e perfumado, saindo à rua novamente, para testar meu poder de sedução masculino. Andaria manso, e posaria com olhos de caçador esperto: aquele que chega devagar e d
omina todos os sentidos da caça.
Satisfeito depois desse dia turbilhante, dormiria semi-nu novamente e acordaria mulher, voltando à realidade cor-de-rosa.
Um banho quentinho, acompanhado de creme hidratante e depilação, seguido de perfume importado, lingerie fashion e o melhor e mais caro vestido do closet seria ótimo para começar o dia. Base, pó, blush, delineador, rímel, batom. Mais rímel, outro batom.
Adoro ser mulher, e acredito que, no dia-a-dia, milhares de coisas antes masculinas, hoje são “unissex”. Nós podemos conquistar o que quisermos.
Pauta para o Tudo de Blog - “O que ocê faria se fosse homem por um dia?”

Eu confesso: tenho um passado que me condena, e, cá entre nós, MUITO.
Tenho uma vergonha absurda de contar isso a alguém, mas, já que eu me doo (nova regra ortográfica, lembra?) inteira para o Tudo de Blog, vou abrir o jogo:
Eu era apaixonada pela Kelly Key. (ok, podem me matar agora)
Cantava as músicas dela direto, dançava, queria ser igual a ela, admirava-a e tal ... Hoje eu me arrependo demais disso, mas me perdoo (again!), pois só tinha uns oito ou nove anos.
O que mais me surpreende hoje, não é a questão de ter sido fãzona dela, mas o fato de ela continuar cantando e fazendo sucesso, com suas letras vulgares, melosas e vozinha irritante.
E, o pior: joguei meu antigo CD dela por aí, e minha irmãzinha de oito anos o encontrou, e não para de ouvi-lo e de cantá-lo no chuveiro.
Ok, eu mereço. Concordo que é um castigo à altura.
P.S. Quem gosta de Kelly Key, por favor, NÃO ME LEVE A MAL, eu escrevi de acordo com a minha opinião e experiência de vida.
Pauta para o Tudo de Blog (Revista) – Quando a sensualidade vira vulgaridade?
Para ser sensual, nós, mulheres, temos que nos descobrir a fundo, captar o que temos de melhor em nós mesmas e usar isso em nosso favor com sutileza e charme, e não com apelação total.
Troca de olhares, aquele sorriso que você sabe que é tiro-e-queda, e respeito a si mesma com certeza não falham. Para ser sensual, não basta ser mulher, tem que ser uma mulher que se respeita e não se mostra desesperada.
Há quem prefira ser usada e jogada fora, como algo “para matar a vontade”, mas há quem prefira ser valorizada e admirada pelo seu charme e poder de conquista.
Só depende de você escolher se quer ser comparada a uma fruta enorme ou a uma garota charmosa e sutil.
O ano está acabando, mas ainda dá tempo de me conscientizar que não tenho mais 13 inocentes anos, entrando na oitava série e querendo abraçar o mundo com meus braçinhos curtos e cheios de garra. Que minhas amigas de tantos anos não ficarão mais tão próximas de mim, e que minha manhã não terá mais a presença tão constante delas.
Preciso me acostumar com essas idéias até o começo de 2009.
Preciso me ligar que agora sou uma menina de 14 anos, muuuito mudada, prestes a se formar no Primeiro Grau, prestes a mudar de colégio e de realidade. Mais madura, mais feliz com sua própria vida e satisfeita com o que é, pela primeira vez desde que se entende por gente.
Essa transição de 2008 para 2009 é histórica, tanto para mim como para o mundo, e eu estou curtindo demais tudo isso.
Aprendi uma porção de coisas - muitas mesmo, algumas que nem imaginava aprender -, mas para sentir que o ano está completo, preciso, além de me familiarizar com a idéia de que vou trocar de colégio, fazer um bocado de boas-ações para com os outros, distribuir sorrisos e "Felizes-Natais" por aí (nessa época mágica tudo fica mais fácil), escolher pra onde vou viajar no meu aniversário de 15 Anos e resolver se rola ou não um filhotinho (de cão!) para o Natal.
Texto para o Tudo de Blog - Capricho - Revista
"O perdão também cansa de perdoar"
Postado por Giuliana Marcadores: discursos, polêmicas, Tudo de BlogPauta para o Tudo de Blog - Revista - Perdoar tem limites?
Fui magoada e me ensinaram a perdoar. Eu perdoei. Quando viram que eu perdoava e era a bobinha da turma, não pararam mais de me magoar.
Aí eu parei. Parei de perdoar forçadamente, só porque eu achava que aquilo que era o certo. E o que faziam comigo? Era certo?
Aprendi que perdoar tem sim, limite. Não importa se é namorado, papai, mamãe, titia, irmão, amigo, avô, avó. Ninguém gosta de ser ferido. Ainda mais por vezes consecutivas.
Perdoar é diferente de desculpar. Perdoar é como se fosse tivesse esquecido aquilo para sempre. Desculpar é abaixar a cabeça e dizer que “tudo bem, não tem problema, não” e tudo parar por aí mesmo.
Eu decidi que não vou esquecer e fingir que nada aconteceu se algo realmente me machucou. Não sou capaz disso, e nem pretendo ser. Eu não sou um robô, não sou de ferro. Se alguém me provocou dor, eu vou ficar chateada, chorar e lembrar daquilo até uma dor maior a substituir.
Como disse Vinícius de Morais, “o perdão também cansa de perdoar.”

