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Ansiedade só atrapalha

Sou uma pessoa muito ansiosa, e isso atrapalha pra caramba.
Ser ansiosa demais é um saco.
Não tenho paciência para esperar, não me aguento em mim mesma quando estou pra receber alguma informação importante, não consigo ver nada ao meu lado quando "aquilo" está lá na frente.
Um telefonema, um post, um texto, uma nota, uma prova, um passeio, um filme, ovos de Páscoa, presentes de Natal. Tudo me deixa inquieta.
De vez em quando uma ansiedade pequenininha deixa tudo mais gostoso e cria uma expectativa que, no fim, traz uma alegria duplicada ao alcançarmos nossos objetivos. Mas tudo que é exagerado é ruim, todos sabemos disso.
Quando o que eu quero acaba não acontecendo, parece que meu mundo desaba, parece que nada mais vale a pena, e prometo para mim mesma que ser ansiosa ao extremo é uma furada e que vou mudar. Mas, quando a divulgação da nota de Física demora um pouco mais, lá estou eu tendo meus tiques na perna e mordendo os lábios (ainda bem que não costumo roer unhas) até eles arderem.
Quero tudo, no mesmo minuto. Não consigo esperar.
Focalizo numa coisa só, e enquanto o "resultado" não sair, eu não descanso.

Será que é influência dos genes do meu pai ou da intenet?

Trote no cemitério


Ah, aqueles anos de estudo frenético e noites sem dormir enfim resultaram em uma mega recompensa: você entrou na faculdade. Que máximo! Vem um bando de veteranos fazer farra contigo, pintando-te inteiro, rasgando suas roupas, jogando farinha na sua chapinha e fazendo-te pedir esmola no farol. Até aí, tudo bem. Presenciamos diversas vezes cenas como essa no começo de ano.

Acho superbacana o pessoal fazer uma "recepção" que te faça sentir que já é parte daquele time e que, ano que vem, você estará aprontanto com uma outra galera. Eu adoro e acho que deve ser divertido. Taí, a ideia inicial do trote era divertir, tanto quem faz como quem recebe.

Como tudo anda mudando muito, o propósito do trote de faculdade também mudou. Hoje o calouro corre risco de morte.

Não era bem esse o objetivo, mas está tudo tão exagerado e sem sentido que o que era pra ser divertido pode acabar em maca, injeções e soro, muito soro. A felicidade de ter ingressado na universidade acabou, e você tem medo de entrar naquele lugar. Chega com a cabeça baixa e sai coma cara enfiada nos livros, morrendo de medo de olhar para os lados.
Pessouas lindas de minha vida, peço MIL PERDÕES por ter deixado o blog "abandonado" por tanto tempo. É que eu mudei de colégio e de grau (fui pro 1º E.M), e ainda estou em processo de adaptação, mas agradeço infinitamente por vocês nunca terem me abandonado.
Ah! Novidade bouuaa! Eu continuo na galera do Tudo de Blog 2009!! Valeeeu galere!!

Meu passado oculto

Eu confesso: tenho um passado que me condena, e, cá entre nós, MUITO.
Tenho uma vergonha absurda de contar isso a alguém, mas, já que eu me doo (nova regra ortográfica, lembra?) inteira para o Tudo de Blog, vou abrir o jogo:
Eu era apaixonada pela Kelly Key. (ok, podem me matar agora)
Cantava as músicas dela direto, dançava, queria ser igual a ela, admirava-a e tal ... Hoje eu me arrependo demais disso, mas me perdoo (again!), pois só tinha uns oito ou nove anos.
O que mais me surpreende hoje, não é a questão de ter sido fãzona dela, mas o fato de ela continuar cantando e fazendo sucesso, com suas letras vulgares, melosas e vozinha irritante.
E, o pior: joguei meu antigo CD dela por aí, e minha irmãzinha de oito anos o encontrou, e não para de ouvi-lo e de cantá-lo no chuveiro.
Ok, eu mereço. Concordo que é um castigo à altura.

P.S. Quem gosta de Kelly Key, por favor, NÃO ME LEVE A MAL, eu escrevi de acordo com a minha opinião e experiência de vida.

Mudanças e filhotinhos

O ano está acabando, mas ainda dá tempo de me conscientizar que não tenho mais 13 inocentes anos, entrando na oitava série e querendo abraçar o mundo com meus braçinhos curtos e cheios de garra. Que minhas amigas de tantos anos não ficarão mais tão próximas de mim, e que minha manhã não terá mais a presença tão constante delas.
Preciso me acostumar com essas idéias até o começo de 2009.
Preciso me ligar que agora sou uma menina de 14 anos, muuuito mudada, prestes a se formar no Primeiro Grau, prestes a mudar de colégio e de realidade. Mais madura, mais feliz com sua própria vida e satisfeita com o que é, pela primeira vez desde que se entende por gente.
Essa transição de 2008 para 2009 é histórica, tanto para mim como para o mundo, e eu estou curtindo demais tudo isso.
Aprendi uma porção de coisas - muitas mesmo, algumas que nem imaginava aprender -, mas para sentir que o ano está completo, preciso, além de me familiarizar com a idéia de que vou trocar de colégio, fazer um bocado de boas-ações para com os outros, distribuir sorrisos e "Felizes-Natais" por aí (nessa época mágica tudo fica mais fácil), escolher pra onde vou viajar no meu aniversário de 15 Anos e resolver se rola ou não um filhotinho (de cão!) para o Natal.

Texto para o Tudo de Blog - Capricho - Revista

"O perdão também cansa de perdoar"

Pauta para o Tudo de Blog - Revista - Perdoar tem limites?

Fui magoada e me ensinaram a perdoar. Eu perdoei. Quando viram que eu perdoava e era a bobinha da turma, não pararam mais de me magoar.
Aí eu parei. Parei de perdoar forçadamente, só porque eu achava que aquilo que era o certo. E o que faziam comigo? Era certo?
Aprendi que perdoar tem sim, limite. Não importa se é namorado, papai, mamãe, titia, irmão, amigo, avô, avó. Ninguém gosta de ser ferido. Ainda mais por vezes consecutivas.
Perdoar é diferente de desculpar. Perdoar é como se fosse tivesse esquecido aquilo para sempre. Desculpar é abaixar a cabeça e dizer que “tudo bem, não tem problema, não” e tudo parar por aí mesmo.
Eu decidi que não vou esquecer e fingir que nada aconteceu se algo realmente me machucou. Não sou capaz disso, e nem pretendo ser. Eu não sou um robô, não sou de ferro. Se alguém me provocou dor, eu vou ficar chateada, chorar e lembrar daquilo até uma dor maior a substituir.
Como disse Vinícius de Morais, “o perdão também cansa de perdoar.”

Na base do Xerox

Olha a situação:
" - Olha só, maçã, a pêra é muito mais bonita e harmônica do que você. Olha a cinturinha dela..olha a corzinha dela..sente como ela é gostosa! Maçã, você precisa ser igual à pêra!"
Não dá para a maçã virar pêra. Não dá para a pêra virar maçã. Todos sabemos disso.
Mas por que nos cobramos tanto para ser iguais a tal pessoa, às modelos? Por que queremos ser iguais àqueles que dizem que são perfeitos?
Caramba, quem inventou a ditadura do Xerox? Por que devemos ser iguais à menina magra, alta, de rosto simétrico e cabelos brilhantes e perfeitos? Eu quero ser eu mesma!
Não dá para eu virar pêra. Vou ter que me arrumar com o que tenho. Tenho que valorizar minha pessoa.
A laranja também não consegue virar banana, e aí? O que ela vai fazer? Eu acho que ninguém nunca quis modificar o DNA da laranja e da maçã para que se transformassem, não? Sabem por quê?
Simples: porque tanto a laranja, a banana, a maçã e a pêra são boas. Ok, você pode não gostar delas, mas só porque você não gosta elas são ruins?
O gosto das pessoas não diz nada. Somos nós que dizemos!
Eu como salada de frutas porque o misturado que é bom...não tem graça se for tudo igual. A laranja é redondinha, a banana é massudinha e comprida, a pêra é acinturada, o mamão tem sementes, a maçã tem ombros largos, a manga tem um baita caroço...mas todas são boas do seu jeito. E elas são felizes (quanta prosopopéia!) assim. Não é porque a Mariazinha não gosta dela e por isso ela é ruim, pois o Joãozinho gosta!
O mundo é uma salada de frutas: tem fruta de todo tipo, e cada uma tem seu gostinho especial, o bom mesmo é provar cada uma delas e deixar que sejam assim, porque adoramos. Se todas fossem pêras, o que seria da salada de frutas?
Espero que minhas figuras de linguagem estejam fazendo sentido para vocês.


P.S. Se não gosta de salada de frutas, troca por sorvete napolitano, caixa de ferramentas, caldeirada, acarajé, coisa e tal. Se não gosta de nada disso, ignore meu texto.

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