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Falando sobre sons e fúrias




Eu juro pra vocês que não ia dar mais uma de crítica, sabe, comentando sobre livros, filmes, minisséries. Mas não resisti. Como ando beem sem criatividade para atualizar meu amado blog, resolvi falar um pouquinho sobre a mais recente minissérie da Rede Globo, Som & Fúria.
Pra quem não conhece, ela mostra, numa trama deliciosa de fatos e romances diversos, os bastidores da vida do ator. O "making-of" do espetáculo teatral.
Quem leu meus últimos posts, viu também que sou fascinada por esse mundo, por essa magia do Teatro e da arte de representar, a arte do ator.
Quando soube da estreia da minissérie, fiquei logo empolgada com aquela produção, meio que fugindo dos padrões, mostrando o lado contrário do que costumamos ver: as coxias, as cortinas ainda fechadas, e os desesperos daqueles artistas que não são nada mais do que pessoas comuns, vulneráveis e ansiosas, como nós.
Fiquei encantada com o trabalho, que conta com a presença de artistas incríveis, os quais sempre admirei muito, como Andrea Beltrão, Maria Flor, Felipe Camargo, Débora Falabella, Pedro Paulo Rangel, Daniel de Oliveira, entre outros. A minissérie é dirigida pelo mestre Fernando Meirelles (de Cidade de Deus, Antônia e Ensaio sobre a Cegueira), baseada numa obra canadense.
Como apelo final, gostaria de alertá-los que o último capítulo vai ao ar hoje, depois do Globo Repórter, e quem tiver perdido muito, pode conferir váários vídeos das cenas importantes no Globo Vídeos. Aposto que logo, logo, sai o Dvd.
Mais um post pra incluir na tag "sou fã". Adorei. :)
Beijos a todos, e obrigada sempre, pela compreensão de todos que acompanham o Saumench.

Só numa Multidão de Amores

Continuo sem rumo, confusa e sufocada com o próprio ar que respiro, mas não importa, não é mesmo? Isso passa.
O que interessa é que chegou a encomenda que fiz anteontem na Saraiva, composta da biografia de Maysa do Lira Neto (Maysa - Só numa Multidão de Amores) e do livro O Clube do Filme, de David Gilmour (comecei a lê-lo numa livraria e me apaixonei, precisava comprar).
Mergulhada no tédio de um Sábado de chuva incessante (mesmo) e num remoer de ardores dentro de mim, me empolguei para começar a ler a biografia de Maysa.
Lado crítica literária entrando em ação, preciso falar que a obra de Lira Neto é incrível! Fascinou-me principalmente a narrativa, conduzida em ritmo delicioso, e a precisão jornalística-histórica de cada fato.
Já passei da página 100, e a cada linha percorrida eu consigo me apaixonar ainda mais por essa artista brilhante que foi Maysa.

O livro nos leva a crer que, no fundo, ela só foi incompreendida. Aquele jeitão despachado e extrovertido atraiu os abutres da mídia, que durante anos não economizaram comentários acidamente maldosos à respeito da diva da MPB. Sofreu e amou muito, viveu intensamente cada momento de sua vida precocemente interrompida.
Sua voz e toda a emoção que carregava em si certamente não se comparam a nada no mundo.
Apaixonante.

Quando fala o Descobridor de Talentos



Assisti a todos os capítulos da minissérie Maysa - Quando fala o coração" - não perdia um minuto -, e fiquei encantada com a vida dessa mulher: tão forte, intensa e sincera. Além de ter uma voz e olhos lindos de morrer.
Todos já sabem que ela era polêmica, bebia, fumava, tomava remédios para emagrecer com uísque, cantava muitíssimo bem, doida, barraqueira e nada glamourosa como mostrou a minissérie. Não vou falar sobre isso.
Vim aqui hoje para abordar um outro ponto, e não a vida da cantora (que ela descanse em paz e deixe-nos ouvir sua linda voz no iPod). Vim falar da atriz que a interpretou, Larissa Maciel.
Gaúcha, simpática, talentosa, linda e bem parecida com Maysa.
Eu fiquei muuuito impressionada com o trabalho que Larissa fez, e, confesso, virei muito fã dela. A interpretação e a dublagem das canções me convenceu e, após pesquisar muito sobre a minissérie e a vida de Maysa, fiquei maravilhada com a capacidade da atriz, de representar o jeitão dela (apesar da trama ter um brilho a mais, parecendo que até jogar objetos na plateia era algo elegante).
Jayme Monjardim e Manoel Carlos têm mesmo uma grande capacidade de descobrir novos talentos (como Mateus Solano, o Ronaldo Bôscoli - gatérrimo - , que, cá entre nós, merece um post à parte; Camila Morgado etc ..) e conseguem lançá-los no mundo da fama como um foguete, e os antes desconhecidos, transferem-se para a elite do elenco, marcados pelo seu talento.
Enfim, não vou me prolongar pra não começar a tagarelar muito.
Só gostaria de fazer uma homenagem "pública" (blog é fonte de cultura também) ao pessoal da minissérie e à Larissa, que surgiu num céu escuro, brilhou e fez todos (ok, eu) chorarem no último capítulo (acho que deu mais audiência do que o maçante de A Favorita) de Maysa.
E ai, galere? Quero saber a opinião de vocês!


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